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JOHAN HOVE

nov. 24, 2020 0 comments

JOHAN HOVE

AOS 20 ANOS, JOHAN HOVE É UM MÉDIO COMPLETO E PREPARADO PARA ASSUMIR UM LUGAR NA ELITE DO FUTEBOL MUNDIAL. DOTADO DE UMA INTELIGÊNCIA E LEITURA DE JOGO ÍMPARES, TOMA QUASE SEMPRE A MELHOR DECISÃO.
Nunca na história do futebol norueguês o país formou tanto e tão bem, em tão pouco tempo. O risco que corremos de nos cruzarmos com uma futura estrela do futebol mundial numa viagem entre Kristiansand e Bodø, as cidades mais a sul e norte presentes na edição deste ano da liga norueguesa, é grande. Johan Hove é um desses casos. Aos 20 anos é há muito seguido pelas principais equipas do futebol mundial e um salto para a elite está iminente, principalmente, após uma segunda temporada ao mais alto nível e em que voltou a demonstrar ser não só uma das figuras jovens da competição, mas uma das suas maiores referências em termos globais.

Com formação feita ao serviço Sogndal Fotball e uma afirmação no futebol sénior com as cores do Strømsgodset, Johan Hove é um dos exemplos da brilhante geração norueguesa que está para chegar. E se Ødegaard, Haaland, Berge, Normann ou Ajer vão liderando as hostes e fazendo sonhar os adeptos do futebol no país nórdico, são jogadores como Johan Hove, atores secundários de luxo, que dão ênfase ao epíteto de geração de ouro aos novos rostos do futebol norueguês. Afinal, nenhuma geração dourada se faz de um conjunto limitado de superestrelas secundadas por jogadores medianos, mas sim de uma profundidade de talento homogénea e de recursos quase inesgotáveis. E, nesse capítulo, em particular na posição desempenhada por Hove, a quantidade de talento à disposição da Noruega é impressionante.

“Hove é um grande talento, o maior dos talentos que temos no clube atualmente. Ele tem potencial para ir tão longe quanto outros miúdos que surgiram aqui", afirmou em tempos Bjørn Ingebretsen, antigo treinador de Hove no Strømsgodset. Clube que deu ao futebol, entre outros, nomes como… Martin Ødegaard. E evitar comparações entre o agora jogador do Real Madrid, e figura de proa da seleção norueguesa, e Johan Hove não é fácil tal a qualidade técnica, criatividade e forma de encarar o futebol com que ambos vivem as suas vidas. Imaginando que ambos acabam por pisar terrenos distintos sobre o relvado, imaginar um meio campo norueguês povoado por Berge, Hove e Ødegaard, no futuro, não é uma missão particularmente diferente.

Se Berge é o facilitador que permite que os criativos brilhem e Ødegaard é o homem de quem depende a criatividade da equipa, Hove é o perfil complementar perfeito para os dois anteriores. Um elemento de ligação perfeito no meio campo, que conjuga tenacidade defensiva e uma criatividade e dinamismo essenciais para fazer a bola ligar setores. Quase sempre através do passe e não tanto por via da condução de bola. Algo determinante para equipas que procurem o controlo do jogo pela posse e não façam do jogo vertical a sua principal arma. Não por acaso que, nas costas, ostenta o número 8. Poucas vezes um pormenor fez tanto sentido.

Manchester United, Everton e Newcastle United são apenas alguns dos principais clubes que nos últimos meses foram associados a uma possível investida sobre Johan Hove. Aos 20 anos, o jovem conta passagens pelas seleções de base do seu país, desde a categoria Sub-15 aos Sub-21, tendo estado presente nos Europeus Sub-17 e Sub-19 de 2017 e 2019. Apesar dos ternos 20 anos, Johan Hove já leva praticamente uma centena de jogos ao nível profissional entre primeira e segunda divisão do seu país, para os quais contribuiu com dez golos e quatro assistências. Uma experiência que vai deixando Hove cada vez mais preparado para um salto definitivo rumo à elite do futebol europeu, seguindo as pisadas de Håkon Evjen ou Jens-Petter Hauge, as duas últimas grandes exportações da Liga Norueguesa.

Não é, aliás, uma surpresa que o Manchester United esteja tão atento a Johan Hove. Não só porque o treinador é quem é, mas porque Hove foi um dos jovens que teve a possibilidade de frequentar a “Statoil Football Academy with Ole Gunnar Solskjær”, uma academia de futebol batizada pelo treinador do clube inglês ainda quando este era jogador. Todos os anos os melhores 25 jogadores noruegueses são escolhidos para integrar a mesma e Hove foi um dos selecionados de 2014.

Hove não é o tipo de jogador que gosta de ser comparado. É, sim, o tipo de profissional que trabalha para trilhar o seu próprio caminho e talvez isso ajude a explicar o porquê de apesar do interesse que vai recolhendo internacionalmente ainda vá evoluindo no seu país natal. “Ødegaard é um dos maiores talentos mundiais, portanto temos de ir com calma com as comparações. Eu vou ser o Johan Hove e traçar o meu próprio rumo aqui no Strømsgodset ao lado de um grupo de pessoas que quer o melhor para mim”, assumiu à imprensa do seu país.

Com um metro e setenta e sete, Hove não é uma presença imponente no terreno, mas isso em nada invalida o trabalho incansável que faz sobre o terreno, fruto de uma energia inesgotável. Além da criatividade, dinamismo e capacidade de circulação que emprega à organização ofensiva da sua equipa, Hove é um trabalhador incansável, fundamental para a forma como o futebol é hoje jogado. Com um equilíbrio corporal perfeito, Hove não é um jogador fácil de desequilibrar e é o tipo de médio que resiste à pressão como poucos. Nunca para de trabalhar, de correr e pressionar o adversário quando não tem a bola, nunca se coibindo de disputar a bola de forma veemente quando o jogo isso pede, demonstrando uma maturidade assinalável apesar dos 20 anos, e da qual a sua praticalidade é sintomática. Quando é preciso meter a bola na bancada e não “jogar bonitinho”, Hove fá-lo. O output defensivo que demonstra não sendo o elemento mais defensivo da sua equipa é uma das questões mais impressionantes em Johan Hove e é o que o torna especial.

Aos 20 anos, Johan Hove é um médio completo e preparado para assumir um lugar na elite do futebol mundial. Dotado de uma inteligência e leitura de jogo ímpares, toma quase sempre a melhor decisão, seja ela jogar curta ou rasgar o jogo e o bloco adversário com um passe longo. É, aliás, na técnica com que pega na bola que Johan Hove se eleva diferenciador. Sem estar a ver o jogo é possível perceber quando o jovem médio passa ou remata uma bola pelo som que o pé fez na mesma. Não o conhecendo, ao ver o jogo, é possível notar a sua marca distintiva quando pega na bola. “A forma como remato a bola é exatamente como treino, mesmo que algumas pessoas não acreditem. Remato um pouco com o tornozelo e pego bem na bola quando lhe consigo imprimir um efeito especial”, confessa. Essa identidade, mais do que números, é o que torna um jogador único. É uma questão de tempo até que todo o Mundo o saiba e conheça Johan Hove.

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