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ARON DØNNUM

dez. 22, 2020 0 comments
ARON DØNNUM

MAIS DO QUE APENAS UM JOGADOR DE FUTEBOL, DØNNUM É UMA PERSONAGEM E UMA PERSONALIDADE MAIOR DO QUE O MUNDO, PARA O BEM, E PARA O MAL. MAIS DO QUE NUNCA, PORÉM, PARA O BEM. DØNNUM ESTÁ FINALMENTE PREPARADO PARA CONQUISTAR O MUNDO.

Fortemente tatuado, penteados arrojados… Aron Dønnum é tudo aquilo que não nos habituámos a ver entre os jogadores noruegueses. Nem mesmo entre os da nova vaga. Veja-se Haaland, Ødegaard, Berge ou mesmo mais recentemente Jens-Petter Hauge. Mas essa atitude provocativa que se alastra ao próprio futebol dentro das quatro linhas é o que torna Aron Dønnum especial. Mais do que apenas um jogador de futebol, Dønnum é uma personagem e uma personalidade maior do que o Mundo, para o bem, e para o mal. Mais do que nunca, porém, para o bem. Dønnum está finalmente preparado para conquistar o Mundo.

2019 já tinha sido um ano para ter Aron Dønnum debaixo de olho, mas foi em 2020 que o extremo norueguês de 22 anos finalmente associou todo o talento e magia que o caracteriza à consistência que lhe limitava o crescimento. Após seis golos e quatro assistências na Eliteserien passada, Dønnum elevou a fasquia e terminou 2020 com oito golos e seis assistências não tendo sido muitos os jogadores na competição com maior participação direta em golos, com o jovem extremo do Vålerenga a nunca passar uma grande série de jogos sem impor o seu cunho no encontro. Dønnum teve em 2020 a temporada de consistência que lhe faltava na carreira e o ajudava a justificar o potencial que lhe era reconhecido e, mais do que isso, sustenta a ideia de que o jovem extremo está agora preparado para dar o salto rumo a patamares superiores.

Apesar dos apenas 22 anos, Dønnum já leva praticamente uma centena de jogos como profissional e, muitos deles, disputados ao serviço do histórico Vålerenga na primeira divisão norueguesa. Internacional Sub-21 pelo seu país, Dønnum leva influência direta em praticamente trinta golos do Vålerenga, entre golos e assistências, sintomático do “x-factor” que traz à equipa, chegando mesmo a ser comparado a Eden Hazard pela forma como parte do corredor lateral para terrenos mais centrais e, fruto da sua imprevisibilidade, impacta diretamente no jogo. Uma imprevisibilidade que o torna quase indefensável, fazendo uso do seu brilhante pé esquerdo para assistir ou fazer golo a partir do corredor direito. De Aron Dønnum tudo se pode esperar e defender um jogador assim é quase impossível, principalmente, nos cada vez mais habituais dias sim do extremo de 22 anos.

Fortíssimo no drible curto e na aceleração em pequenos espaços, Dønnum é um autêntico diabo à solta. Sem medo de partir para cima do adversário, o extremo do Vålerenga terminou a temporada norueguesa como o jogador com mais dribles efetuados na competição, quer em termos globais, quer em média por 90 minutos – já o tinha sido na temporada passada neste aspeto -, partindo para cima do adversário, em média, praticamente doze vezes por jogo e com uma eficácia e consistência assinalável que lhe permitem ser um verdadeiro desbloqueador de encontros. Dønnum é o típico abre latas fazendo até lembrar jogadores como Ricardo Quaresma, não só pelo estilo de jogo, mas pela própria personalidade e espírito competitivo que demonstra em campo – as mudanças no temperamento foram mesmo uma das maiores evoluções demonstradas por Dønnum esta temporada.

Driblar e bater adversários em curtos espaços do terreno é a grande característica de Aron Dønnum. Porém, quando não tem a bola, o extremo do Vålerenga demonstra uma sagacidade impressionante para surgir em posições vantajosas dentro da área adversária, o que também o ajudam a ser tão decisivo nos encontros, oferecendo dinâmica, versatilidade, fluidez e, lá está, imprevisibilidade ao momento ofensivo coletivo da sua equipa. Sempre que a posse de bola da sua equipa aconteça sobre o corredor contrário ao de Dønnum, o extremo de 22 anos procura terrenos mais centrais juntando-se ao avançado, criando superioridades e desequilíbrios positivos. É, por isso, muito mais do que um simples extremo.

Sem ser particularmente veloz, Dønnum compensa-o com uma velocidade de pés, qualidade técnica na condução de bola e uma magia que o permitem ganhar mais dribles do que aqueles que perde. Essa magia permite-lhe ser capaz de jogar em qualquer um das posições do meio campo ofensivo e a qualidade que demonstra na finalização permite-lhe também jogar como avançado mais móvel na frente de ataque como acontece quase sempre que é internacional pelo seu país. A sua competitividade e até necessidade em ser decisivo a fazer da sua equipa e em querer ser protagonista, no bom sentido, tornam Dønnum num jogador tão importante e fascinante.

Agenciado por Jim Solbakken, o grande agente desportivo do país, com fortes ligações a Ole Gunnar Solskjaer, será uma questão de tempo até que Aron Dønnum chegue a um grande clube europeu, ainda para mais depois de ter deixado para trás a inconsistência que o caracterizava. Em 2020, Dønnum já não desaparece frequentemente dos jogos e foi um perigo constante ao longo de toda a temporada. Agradeceu o Vålerenga que saltou do décimo lugar na temporada passada para terceira força do futebol norueguês em 2020, garantindo uma vaga europeia na última jornada frente ao IK Start. Numa época tão dominada por Glimt e Molde, ser o melhor de todos os outros, foi um feito particularmente importante para o Vålerenga.

Dønnum podia até já ter deixado a Noruega. Em setembro passado, o próprio assumiu que o Vålerenga havia aceitado uma proposta do Lecce Calcio e que podia estar de saída rumo a Itália e à Serie B. Sem mais pormenores a serem revelados publicamente a transferência acabou por cair e um pouco à imagem de Jens-Petter Hauge, que rejeitou o Cercle Brugge a meio da temporada quando tudo estava já acordado entre clubes, o falhanço na transferência para o Lecce poderá muito bem significar um salto ainda maior para Dønnum nas próximas semanas, tendo também já sido apontado ao reforço da frente de ataque do Besiktas.

Natural de Eidsvoll foi ao serviço do Vålerenga que Aron Dønnum nasceu e cresceu para o futebol. À exceção do clube de Oslo, o extremo norueguês só conheceu outro clube na carreira, o HamKam, clube ao qual tantos outros jovens devem gratidão eterna pelo espaço que permite ao crescimento dos mesmos. Dønnum é grato aqueles que sempre o acompanharam e faz questão de os levar consigo, para sempre, para todo o lado. A palavra "família" está tatuada no pulso e daí para cima é um álbum. Em imagem ou em texto, leva os irmãos e a mãe tatuados no corpo.

Tal como no futebol, Dønnum é um homem confiante na vida. "Não tenho medo de poder parecer um idiota para algumas pessoas", assume. "Sou totalmente uma pessoa da família. Sou-lhes grato por todo o apoio e liderança que trouxeram à minha vida. As decisões só eu as posso tomar, mas tomo-as sempre depois de pedir dicas e conselhos à minha família. Somos muito próximos e amamo-nos mutuamente. Não escondemos nada uns dos outros", explica.

O amor pela família não é estranho. Dønnum cresceu ao lado de oito irmãos, mais novos e mais velhos. Do lado padrasto tem mais três e, até este, é extremamente próximo e confidente. Do pai herdou os genes e o gosto pelo futebol. Manteve-se em casa mesmo quando foi emprestado ao HamKam e nem em 2019, quando já era titular absoluto e estabelecido no Vålerenga decidiu trilhar o seu próprio rumo. Só em 2020, Aron Dønnum abandonou a viagem de uma hora, para cada lado, rumo a Oslo, que sempre marcou a sua vida.

"Estou no Vålerenga há oito anos. Joguei ao lado de grandes talentos que não tiveram o aconselhamento e acompanhamento que me parecem ser necessários para conseguires tomar as melhores decisões em idades jovens. Creio que muitos jogadores de futebol acabam por se arrepender mais tarde de algumas decisões que tomaram. Também eu quis que as coisas acontecessem demasiado depressa. Já tinha 21 anos quando tive a minha temporada de explosão, o que não é propriamente cedo. Mas acabas por perceber que foi na altura certa. Se tivesse ficado sozinho antes não tenho a certeza que as coisas pudessem ter corrido tão bem como correram", confessa.

"Tenho uma necessidade extrema de vencer. Tenho de vencer sempre, estejamos a falar de futebol ou de qualquer outro aspeto na vida. Quando era mais jovem nem sempre conseguia medir essa competitividade de forma saudável. Deixei-me envolver demasiado, muitas vezes, quando as coisas não corriam a meu favor. Com a idade comecei a aprender a viver melhor com isso, que é quando te picas que as coisas se tornam realmente difíceis. Ainda assim não entendo que alguém não fique chateado quando não consegue vencer", admite.

Se as qualidades técnicas são indesmentíveis, é no foro mental e psicológico que Aron Dønnum considera ter alguns dos seus pontos mais fortes. "Penso que a primeira coisa que as pessoas notam quando me vêem jogar futebol é a minha qualidade técnica, porém, a inteligência em campo é bem capaz de ser um dos meus pontos mais fortes. Procuro oportunidades constantemente, não importa onde esteja no terreno", avalia-se.

Com mais de setenta horas passadas sentado em cadeiras de lojas de tatuagens e ainda mais passadas a correr atrás de uma bola de futebol, o jovem extremo não tem medo de parecer diferente. Pelo contrário. Ele próprio é diferente. Confiante. No futebol, como na vida. "Venho de uma família de criativos que sempre adoraram moda e música. Entendo que possa parecer um idiota para alguns, já o ouvi várias vezes. Na verdade acho isso fixe. As pessoas podem ter a imagem que quiserem de mim, mas se me conhecerem, é bem provável que essa imagem seja bem diferente da que idealizaram. Interesso-me por questões de estilo, admito. E sinto-me muito bem com isso".

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