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ALEXANDER BAH

jan. 10, 2021 0 comments





AOS 23 ANOS, ALEXANDER BAH JÁ NÃO ERA SÓ A GRANDE FIGURA DO SØNDERJYSKE, ERA MESMO UM DOS MELHORES JOGADORES DA COMPETIÇÃO. UM VERDADEIRO CARRILLERO, BAH MOSTROU SER, NA DINAMARCA, PROFUNDAMENTE DESEQUILIBRADOR, AGORA, É A VEZ DA EUROPA O CONHECER.

Tudo no SønderjyskE é intrigante. Do nome ao belíssimo emblema, passando pelo próprio estilo de jogo, somos obrigados a esquecer um pouco a classificação da temporada passada por um momento pois esta é uma das equipas mais interessantes da liga – o atual quinto lugar é, aliás, elucidativo disso mesmo. Oriundos da pequena cidade de Haderslev, o SønderjyskE é um dos clubes mais jovens do país surgindo como segunda vida do Harderslev FK, em 2004. É, portanto, o clube mais jovem da Superliga Dinamarquesa e em poucos anos obteve grandes sucessos: em 2016 foi vice-campeão dinamarquês, chegando às meias finais da Taça quer em 2012, quer em 2015. Em 2016 chegou mesmo a ficar à porta da fase de grupos da Liga Europa caindo no play-off aos pés do Sparta Praga. Situação que voltou a repetir-se na época passada depois de uma surpreendente vitória na final da Taça da Dinamarca e para a qual muito contribuiu Alexander Bah. Agora, depois de duas temporadas em que se assumiu como o melhor jogador da equipa, rumou ao Slavia Praga.

A escolha do clube certo para progredir na carreira é muitas vezes o que distingue o sucesso e o insucesso de um jogador, principalmente, em idade jovem. Não há uma fórmula certa para tal, mas a perspetiva de muitos minutos é um bom ponto de partida. Foi dessa forma que, em 2016, Alexander Bah, rumou ao HB Køge quando tinha uma proposta do histórico OB em mãos. O salto do Næsby BK na terceira divisão para o HB Køge foi duro, passou de três treinos semanais para sessões diárias, mas ao longo de duas temporadas assumiu um papel preponderante nos Cisnes e que o preparou para o que viria a seguir.

“Houve interesse de vários clubes da Superliga, mas escolhi o HB Køge pois senti ser um sítio e um clube especial, com um ambiente com o qual me identifico. Vejo a mudança para o HB Køge como o passo certo no meu desenvolvimento. O clube é conhecido por ser um local importante para a evolução de jovens jogadores e reconhecido pelo bom trabalho que faz com eles. Aqui os jovens têm espaço para se mostrar na primeira equipa e tem sido rampa de lançamento para vários excelentes jogadores. Sinto que o clube e a segunda divisão são o sítio certo para continuar o meu desenvolvimento”, assumiu Bah por altura do anuncio da chegada a Køge.

A maturidade de Alexander Bah e o entendimento dos passos certos a dar na carreira tornam-se ainda menos surpreendentes quando o vemos jogar, pegando de estaca e assumindo-se como um dos melhores jogadores da Superliga desde que se estreou na competição ainda com 21 anos. Dois anos depois, aos 23, Bah já entrou na quinta temporada ao mais alto nível, as duas últimas, na elite do futebol dinamarquês. Todos os passos têm sido paulatinos e controlados e, aos poucos, vai-se aproximando da elite do futebol europeu. A mudança para Praga não surpreende. É a subida de mais um degrau e o contexto perfeito para a sua continua e constante evolução, com o clube checo a consolidar por fim a substituição de Vladimir Coufal com aquele que foi desde sempre o seu grande alvo – apenas mais uma demonstração da competência do clube de Praga que se assumiu nos últimos anos como um dos mais bem geridos a nível europeu.

Aos longos dos últimos meses, Alexander Bah evidenciou-se como um dos flanqueadores puros mais entusiasmantes do futebol dinamarquês. Inicialmente um avançado/extremo, foi como ala que se notabilizou ao serviço do SønderjyskE e é num sistema de três centrais, com o corredor todo a seu cargo, que Alexander Bah mais brilha. A chegada a Praga para um clube que não o utiliza regularmente é um desafio importante, mas também uma clara assunção que é pela lateral e na capacidade de desequilíbrio ofensivo a partir de posições mais recuadas que passa o futuro do já internacional dinamarquês. E que melhor forma para desenvolver os seus atributos neste novo contexto do que num clube de exigência alta, mas não de elite.

Aos 23 anos, Alexander Bah já não era só a grande figura do SønderjyskE, era mesmo um dos melhores jogadores da competição e um daqueles que mais tarde ou mais cedo acabará por dar o salto para uma competição e equipa de outra dimensão. Habituado a uma posição de ala direito em modelos de três defesas centrais, Bah é um flanqueador clássico com explosão e dimensão física perfeitas para fazer todo o trabalho no corredor direito. Particularmente forte no capítulo ofensivo – terminou a temporada passada com sete assistências para golo -, a sua explosividade e mobilidade são determinantes para recuperar defensivamente e, principalmente, antecipar o jogo adversário e com isso efetuar várias interceções importantes para as transições ofensivas da equipa.

Foi, aliás, um dos jogadores com mais interceções efetuadas na temporada passada principalmente no que diz respeito a interceções feitas no último terço do campo. Fisicamente robusto, demonstrou uma aptidão muito particular na disputa de lances aéreos, mas é na profundidade que oferece ao flanco direito que está a sua mais valia. Muito forte na condução de bola, é perigosíssimo na distribuição (lembra um pouco de Alexander-Arnold e não é só pela fisionomia) tendo terminado a época passada como um dos jogadores com mais passes para finalização em toda a Superliga, algo que vinha replicando em 2020/21.

Esta temporada foram poucos os jogadores que registaram mais passes para finalização, com o ala direito do SønderjyskE a voltar a evidenciar-se no número de duelos aéreos que disputou - é dessa forma que o clube procura quase sempre construir o seu momento ofensivo. Sem bola, Bah é voluntarioso e particularmente impressionante na pressão exercida pós perda e na agressividade com que aborda o espaço para a recuperar, algo determinante para o elevado número de interceções que consegue efetuar. Apenas três jogadores terminaram a primeira fase da temporada dinamarquesa com mais interceções do que Bah. Além de tudo isto, Alexander Bah foi ainda um dos jogadores com mais dribles tentados e com melhor taxa de eficácia nos mesmos.

Aos 23 anos, a chegada de Alexander Bah ao Slavia Praga deixa o lateral dinamarquês às portas da elite europeia. O jovem de ascendência gambiana já leva mais de uma centena de jogos ao mais alto nível entre primeira e segunda divisão dinamarquesa, chegando a Praga com uma rodagem e experiência importantes que lhe permitem assumir o lugar deixado em aberto por Coufal e não muito bem aproveitado por Masopust. Um verdadeiro carrillero, Bah mostrou ser, na Dinamarca, profundamente desequilibrador (20 assistências e 17 golos entre Køge e SønderjyskE são evidência disso mesmo), agora, é a vez da Europa o conhecer.

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