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JONAS WIND

jan. 10, 2021 0 comments

JONAS WIND

SAUDÁVEL, JONAS WIND É UM AVANÇADO PRATICAMENTE IMPARÁVEL E INDEFENSÁVEL, DOTADO DE DIVERSOS ATRIBUTOS QUE LHE PERMITEM ENCETAR QUALQUER FUNÇÃO NA FRENTE DE ATAQUE DA SUA EQUIPA. NÃO FOSSEM AS LESÕES E O JOVEM DINAMARQUÊS JÁ ESTARIA NOUTRO PATAMAR.


Entre Jonas Wind e a afirmação total na elite europeia há uma barreira física difícil de suplantar. Por esta altura uma coisa parece evidente: não fossem as lesões e o jovem avançado dinamarquês certamente já estaria em uma das equipas relevantes de uma das cinco principais ligas do futebol europeu. Numa conjugação perfeita entre capacidade técnica, inteligência posicional e dimensão física, Jonas Wind é um avançado completo que se adapta a qualquer uma das funções pedidas a um homem da sua posição. É a resposta dinamarquesa a Erling Haaland.


Com 25 golos e 12 assistências em 67 encontros ao serviço do FC København, Jonas Wind definiu-se desde cedo como uma das grandes figuras do clube e um dos jovens mais entusiasmantes do futebol europeu. Ainda antes de assinar o seu primeiro contrato profissional, Wind levava oito golos em nove encontros pela seleção sub-19 do seu país, estreando-se pelo FC København num jogo de Liga Europa perante o Atlético de Madrid já em 2017. Os números de Jonas Wind, porém, são claramente limitados e não dizem tudo sobre si.

A afirmação na elite não tem sido fácil para o jovem avançado de 21 anos que desde que se estreou pelo clube dinamarquês nunca conseguiu fugir a lesões graves que o retiraram de mais jogos do que aqueles que já pôde disputar. Um calvário que começou logo em 2018, mas que não impediu que Jonas Wind vencesse o Granen, galardão atribuído ao melhor jovem jogador do clube. Wind chegou a 2018/19 com os holofotes virados sobre si, mas uma época que começou mal, só tarde se endireitou. Levava a época já cinco meses quando Wind se pôde finalmente estrear depois de uma lesão grave no joelho o ter atirado para a sala de operações. Ainda assim, o jovem mostrou a sua qualidade: fez cinco golos em doze jogos durante a fase regular da Superligaen e assumiu um papel determinante na conquista do título do Copenhaga mais à frente com um golo e cinco assistências em nove jogos durante a fase de apuramento de campeão.

Se Wind esperava que o pior já tinha passado, bem que se enganou. Infelizmente. Após um começo arrasador em 2019/20 com cinco golos nos seis primeiros jogos na Superligaen, nova lesão grave no joelho retirou Wind de competição até ao que seria o final da temporada. Só voltou a competir já em junho fruto das alterações de calendário provocadas pela pandemia. Não conseguiu evitar a perda do título para o FC Midtjylland – muitos acreditam que com Wind saudável nunca o Copenhaga teria perdido o título -, mas quiseram os Deuses do futebol que o jovem avançado tivesse a oportunidade de se mostrar ao Mundo na Liga Europa com exibições definidoras do seu talento, ora contra o Istambul Basaksehir, ora contra o próprio Manchester United. Foi, porém, contra o emblema turco que estabeleceu a sua exibição de antologia: com dois golos e uma assistência esteve nos três golos dinamarqueses que eliminaram o conjunto turco, ascendendo por fim ao topo da pirâmide mediática.

Frente ao Basaksehir, Jonas Wind fez uma daquelas exibições em que mostrou tudo aquilo que é enquanto jogador. Repleto de confiança em plena forma física, Wind deu um recital de finalização, inteligência posicional, capacidade técnica e até potência física. Ali, em Copenhaga, ao serviço do único clube que conheceu até ao momento, Jonas Wind mostrou ser um avançado praticamente perfeito. Mesmo numa temporada repleta de lesões, o jovem atacante dinamarquês terminou 2019/20 com dez golos e quatro assistências em 19 jogos, numa imponente média de participação direta em golos a cada 112 minutos.

2020/21 parece, por tudo isto, ter uma importância capital naquele que será o futuro de Jonas Wind. Nova lesão grave poderá colocar em causa toda a possibilidade de chegar a um patamar mais elevado e, pior do que isso, retirar-lhe alguma faculdade determinante para o seu jogo. Mesmo sendo um avançado de qualidade técnica elevada e altamente inteligente nas movimentações e interpretação do espaço – não é por acaso que surgiu a jogar como terceiro médio esta temporada -, é a conjugação com o poderio físico que possui que o tornam num avançado tão demolidor. É pensar em Erling Haaland, por exemplo, e como seria o avançado norueguês sem a potência física que o caracteriza.

Saudável, Jonas Wind é um avançado praticamente imparável e indefensável, dotado de diversos atributos que lhe permitem encetar qualquer função na frente de ataque da sua equipa. Sempre que se viu livre de lesões, o jovem avançado dinamarquês deixou a sua marca e em 2020/21 isso não tem sido exceção. Em treze jogos já disputados ao serviço do FC København, Wind leva sete golos e uma assistência, tendo falhado as últimas quatro jornadas da Superligaen depois de testar positivo para a Covid-19. 2020 foi, ainda assim, o ano em que Jonas Wind chegou à seleção dinamarquesa levando já dois golos nos quatro encontros que disputou pelo seu país – foi internacional jovem dos sub-17 aos sub-21, antes disso.

Com um equilíbrio perfeito entre altura, peso e construção corporal, Jonas Wind é um avançado robusto que pela sua fisionomia é capaz de ser imponente fisicamente ao mesmo tempo que mantém o balanço e a agilidade necessárias para poder ser um jogador completo, um pouco à imagem de nomes como Edin Dzeko. É essa conjugação de fatores físicos e técnicos que aliados uma grande inteligência posicional e cultura tática faz do jovem avançado dinamarquês um jogador tão especial e lhe permite funcionar como um elo de ligação entre o meio campo e o ataque explorando na perfeição o espaço vago entre as linhas adversárias. Solbakken percebeu-o e o posicionamento de Wind no início da temporada foi uma das grandes surpresas da nova época dinamarquesa.

Além de tudo isto, Wind é ainda dotado de uma resiliência mental muito particular e que explica os constantes ressurgimentos ao mais alto nível depois de lesões graves. Algo que é também evidente na hora de finalizar, aliando recursos técnicos a uma frieza assinalável. Esta temporada, mais de 42% dos remates de Wind foram enquadrados com a baliza e, desses, 26.32% resultaram em golo, registos muito acima da média na competição e entre os melhores desta. A capacidade de ligação entre setores e importância na construção ofensiva da equipa fica ainda evidente nos quase 82% de taxa de acerto no passe que vai registando, algo que já tinha ficado evidente na época passada com a média de 0.74 passes para finalização por 90 minutos que registou, uma das dez melhores da competição. A taxa de praticamente 55% de dribles ganhos é ainda elucidativa da qualidade de Wind com a bola nos pés e da dificuldade que é retirar-lhe a bola.

Entre Jonas Wind e a afirmação total na elite europeia há uma barreira física difícil de suplantar. Por esta altura uma coisa parece evidente: não fossem as lesões e o jovem avançado dinamarquês certamente já estaria em uma das equipas relevantes de uma das cinco principais ligas do futebol europeu. Uma temporada saudável em 2020/21 pode muito bem terminar como a época de explosão do jovem avançado dinamarquês, não sendo de estranhar que Wind possa mesmo encerrar a época com chave de ouro e a liderar a linha ofensiva do seu país durante o próximo europeu. Chegar ao patamar seguinte não depende apenas de Wind. Se dele dependesse, seguramente já lá estava.

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