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LEO BENGTSSON

fev. 9, 2021 0 comments

LEO BENGTSSON

NÃO FOI EM ESTOCOLMO, FOI EM GOTEMBURGO. HÁ MUITO QUE LEO BENGTSSON PROMETIA AQUILO QUE ACABOU POR CUMPRIR EM 2020. COM OITO GOLOS E DUAS ASSISTÊNCIAS NA TEMPORADA 2020, BENGTSSON FOI UM DOS GRANDES DESEQUILIBRADORES DA PROVA E UM DOS ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DA CAMPANHA INGLÓRIA DO TALENTOSO BK HÄCKEN.

Não foi em Estocolmo, foi em Gotemburgo. Há muito que Leo Bengtsson prometia aquilo que acabou por cumprir em 2020. Três épocas e um empréstimo após a estreia na Allsvenskan ao serviço do Hammarby IF, foi no BK Häcken que o extremo esquerdo sueco de 22 anos encontrou o espaço certo para explodir. Com oito golos e duas assistências na temporada 2020, além de duas grandes penalidades conquistadas, Bengtsson foi um dos grandes desequilibradores da prova e um dos elementos fundamentais da campanha inglória do clube amarelo e preto.

Natural de Estocolmo e formado no Hammarby IF, clube ao qual chegou com onze anos de idade, Leo Bengtsson deixou o Bajen em 2020 sem nunca se ter conseguido impor na equipa principal do clube. Rondou, ameaçou, mas só em Gotemburgo ao serviço do BK Häcken acabou por explodir. Foi um chegar, ver e vencer para o jovem extremo sueco que, pelo meio, passou por clubes como o Gefle IF e IK Frej, por empréstimo, antes de rumar de forma definitiva à segunda maior cidade sueca.

Karl Leo Bengtsson é um daqueles jogadores com o toque de Midas. Sempre que marcou ou assistiu na Allsvenskan em 2020, o BK Häcken não perdeu, e sempre que não jogou, o emblema de Gotemburgo raramente venceu. Felizmente, para Andreas Alm, treinador do clube amarelo e preto, Bengtsson só não participou em cinco encontros do BK Häcken na temporada passada, mas foi o suficiente para que o clube tivesse sofrido duas derrotas e um empate num total de sete pontos que teriam deixado a equipa mais próxima da luta pelo título.

Nunca desde 2012 o BK Häcken pareceu tão capaz de lutar e, até, vencer o título, como em 2020, mas a temporada acabou inglória para o conjunto orientado por Andreas Alm. Apesar das apenas cinco derrotas na competição (apenas uma a mais do que o campão Malmö FF), os treze empates registados pelo clube apenas foram superados pelo quinze do IF Elfsborg. A ausência de um verdadeiro goleador e a saída de Leonard Zuta, aliados aos problemas físicos enfrentados por Daleho Irandust na recta final da temporada limitaram a competitividade do BK Häcken que teve em Leo Bengtsson um dos grandes destaques da Allsvenskan.

As boas exibições de Bengtsson ao serviço do BK Häcken levaram mesmo o extremo ao radar da equipa Sub-21 do seu país. Até então, somava apenas uma presença ao serviço dos Sub-19 da Suécia, tendo sido utilizado em dois encontros da segunda seleção do país em 2020, ano em que foi um dos trinta jogadores da Allsvenskan com maior participação direta em golos entre tentos e assistências rubricadas. Um registo que fez de Bengtsson um dos principais desequilibradores da competição, principalmente se a eles lhe acrescentarmos as grandes penalidades conquistadas.

Pela qualidade técnica com a bola nos pés, há muito que Leo Bengtsson ameaçava uma temporada assim, mas só em 2020 alcançou um nível de consistência suficientemente alto para o conseguir. Principalmente a partir da segunda metade da época já que cinco dos seus golos e quatro das suas assistências (segundo o critério utilizado pelo Transfermarkt) chegaram a partir da 15ª jornada da campanha transata, ou seja, ronda concordante com o início da segunda volta do campeonato sueco.

Destro a jogar sobre o corredor esquerdo, Leo Bengtsson fez uso do seu drible curto e da exploração do corredor central em diagonais venenosas para fazer mossa. A capacidade para bater adversários em espaços curtos de forma a abrir espaço ao bom remate que possui foi fundamental na temporada, terminando-a com uma taxa de eficácia no drible superior a 55%. Com números baixos em matéria de associação com os colegas e passes decisivos, Bengtsson foi mais um jogador de definição do que um distribuidor de jogo. Um jogador veloz, bastante objetivo e vertical que procura atacar a baliza assim que recebe a bola (muito forte no ataque ao espaço e à profundidade) e que identifica na perfeição espaços livres dentro do bloco adversário quando a bola está no corredor contrário, qual Jesper Karlsson de Gotemburgo.

Mais do que um extremo, o homem do BK Häcken funcionou como um verdadeiro avançado a jogar sobre o corredor esquerdo, terminando a época como o melhor marcador do conjunto de Gotemburgo, beneficiando mais do que qualquer outro do jogo de apoios frontais possibilitado pelo ponta de lança Alexander Soderlund, lá está, um pouco à imagem da função que era protagonizada por Jesper Karlsson em Elfsborg. Depois, a qualidade técnica de Leo Bengtsson fez a diferença. Não só em matéria de preparação de remate, mas a própria técnica aliada à finalização que permitiu que o antigo homem do Hammarby IF terminasse a temporada com um valor de golos reais bem acima do esperado. Três dos oitos golos apontados por Bengtsson surgiram de remates de fora da área.

Particularmente impressionante, no caso de Bengtsson, é o seu jogo sem bola. Altamente voluntarioso, o jovem extremo de 22 anos mostrou um trabalho notável na altura de procurar a recuperação da bola a ponto de ter sido um dos jogadores de ataque em toda a Allsvenskan com mais recuperações de bola, em particular, em matéria de desarmes terminando a época como o jogador de ataque com mais desarmes efetuados. Bengtsson foi também um dos atacantes com mais interceções registadas, sintomático de um jogador comprometido e particularmente bem preparado para assumir uma posição de destaque numa competição onde a pressão sobre o adversário seja uma filosofia declarada.

Não foi em Estocolmo, foi em Gotemburgo. Há muito que Leo Bengtsson prometia aquilo que acabou por cumprir em 2020. Com oito golos e duas assistências na temporada 2020, além de duas grandes penalidades conquistadas, Bengtsson foi um dos grandes desequilibradores da prova e um dos elementos fundamentais da campanha inglória do clube amarelo e preto. Com a manutenção de Irandust, a contratação de Jeremejeff e caminho aberto à afirmação total de Wålemark, o BK Häcken volta a entrar na Allsvenskan com um dos melhores ataques da competição em matéria de qualidade individual.

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