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BILAL HUSSEIN

abr. 2, 2021 0 comments

BILAL HUSSEIN

CONFORTÁVEL A FAZER QUALQUER FUNÇÃO NO MEIO-CAMPO, BEM COMO DA ALA COMO SE VIU EM 2020, HUSSEIN É O PERFEITO EXEMPLO DO MÉDIO DO FUTURO E QUE IRÁ MARCAR O FUTEBOL NOS PRÓXIMOS ANOS: UM MÉDIO VERSÁTIL CAPAZ DE SE ADAPTAR A DIFERENTES POSIÇÕES E FUNÇÕES CONFORME PEÇA O JOGO.

Depois de uma temporada surpreendentemente encostado aos corredores, 2021 parece trazer Bilal Hussein de volta ao miolo do terreno. Mesmo a jogar fora de posição, o jovem sueco de ascendência somali foi uma das figuras do histórico AIK em 2020 numa temporada de pouca recordação para o conjunto de Solna. Mesmo fora de posição, Bilal Hussein foi um dos destaques jovens da Allsvenskan passada, mas é sobre o corredor central, onde fez toda a Svenska Cupen em 2021, que se assume como um jogador diferenciado.

Os predestinados têm destas coisas. Mesmo a jogar fora da sua posição e deslocado das funções que o tornam especial, Bilal Hussein conseguiu sê-lo na mesma. Ao longo da Allsvenskan 2020, o jovem de 20 anos manteve índices muito altos em matéria de eficácia de passe, eficácia no cruzamento, eficácia no drible e passes para finalização, em média, por jogo, sintomático de um jogador ofensivamente completo, capaz de desequilibrar através do passe e da condução. Bilal Hussein é por isso um dos tesouros mais bem guardados a jogar na Suécia e com a possibilidade de se fixar definitivamente numa posição em que é claramente mais forte, 2021 afigura-se como a temporada de explosão do jovem internacional pela Suécia.

Natural de Estocolmo e adepto do AIK desde sempre, Bilal Hussein começou a surgir com regularidade na equipa principal do emblema de Solna ainda em 2019. 2020 trouxe-lhe uma época de confirmação um pouco aquém do que seria de esperar e tinha dado a entender ser possível nos meses antes, mas muito por culpa de um contexto que não o favoreceu. Em campo, Hussein fez o que pôde. Foi um dos melhores. O acerto no passe rondou os 86% e a sua taxa de eficácia no drible (66,67%) não foi batida por praticamente nenhum outro jogador da Liga, tal como não o foi a taxa de eficácia no cruzamento registada por Hussein: praticamente 54% dos cruzamentos tentados por Hussein encontraram um colega, tendo o jovem médio do AIK efetuado em média 0,6 passes para finalização por jogo, também este, um registo muito acima do normal na competição.

Nascido na Suécia e de ascendência somali, Hussein tem na versatilidade a melhor - e pior - qualidade. Fruto dela foi muitas vezes encostado à ala, mas é no centro do terreno que melhor se expressa. Criativo, muito forte na condução e na decisão/execução, a passagem pela ala do AIK na temporada passada trouxe-lhe, segundo Bartosz Grzelak (atual treinador do emblema preto e amarelo) uma consistência e agressividade defensiva que não tinha até então. Hoje, Bilal Hussein é um médio mais completo, mas é seguramente numa posição mais ofensiva que se assume como um jogador diferenciado.

"Parece que Bilal Hussein faz parte da nossa equipa principal há uma eternidade, mas agora sinto que ele está a dar os passos em que não é apenas um piloto assistente para os outros. Ele pode levar o jogo no bom caminho, desenvolveu-se fisicamente e deu grandes avanços no jogo defensivo”, afirmou recentemente Grzelak. Ao lado de nomes como Eric Kahl, Robin Tihi, Tom Strannegard, Paulos Abraham ou Erik Ring, Hussein faz parte de uma mini geração de ouro originária do clube dos arredores de Estocolmo, mas em 2021 tem tudo para se assumir como o porta-estandarte de tal geração. A par de Aimar Sher e Ísak Bergmann Jóhannesson, Bilal Hussein surge em 2021 como um dos jovens médios de maior potencial a jogar na Suécia e, seguramente, a par dos outros dois, um dos jogadores que dificilmente jogará mais uma temporada na Allsvenskan para lá de 2021.

Internacional sub-21 pela Suécia quando tinha ainda, apenas, 18 anos, Bilal Hussein conta desde aí quase duas dezenas de jogos pelos escalões jovens da Suécia numa altura em que não vai além dos 20 anos de idade. A versatilidade, inteligência e visão de jogo que lhe são características são, também, por isso, pouco habituais para idade tão jovem, abrindo horizontes de potencial infinito ao jovem de ascendência somali. Confortável a fazer qualquer função no meio-campo, bem como da ala como se viu na temporada passada, Hussein é o perfeito exemplo do médio do futuro e que irá marcar o futebol nos próximos anos: um médio versátil capaz de se adaptar a diferentes posições e funções conforme peça o jogo. Nos mesmos noventa minutos, Bilal Hussein é perfeitamente capaz de jogar no apoio aos avançados, fazer a ligação entre setores numa função de box-to-box, bem como de iniciador da construção logo à saída da própria área.

Tudo isto com igual efetividade, fruto de uma capacidade invulgar para conduzir, definir e, agora, cada vez mais, defender quando a sua equipa não tem bola. Hussein é um jogador enérgico, que não desliga do jogo, tenaz e agressivo defensivamente, perfeitamente adaptável a um jogo de pressão constante e, por tudo isto, a ritmos de jogo mais elevados do que o habitual na liga sueca. Hussein é um condutor de bola confiante, que não tem medo de enfrentar os adversários na sua cara, dotado de uma inteligência posicional e visão de jogo assinaláveis e, mais do que tudo isto, de uma qualidade na definição/execução ao nível dos melhores.

Com Pirlo como grande referência é com a bola nos pés e a ver o jogo de frente que Bilal Hussein, qual maestro ou comandante, mais confortável se sente em campo. Não é só dentro dele que o jovem médio revela uma maturidade acima da média e imprópria para tão jovem idade. Fora dele, Hussein procura ser uma referência e um abre portas aos jovens minoritários que, como ele, possam ter no futebol o escape para uma vida difícil. “A minha história prova que não há limites, não só porque venho do subúrbio, mas também porque sou da Somália. É bom ter dado este passo [chegada à equipa principal do AIK], porque agora posso abrir a porta para muitos outros. Espero que mais pessoas apareçam. Há jovens em ascensão”, afirmou Hussein por altura da sua apresentação no clube de Solna.

Para Hussein, assinar profissionalmente pelo AIK foi um sonho tornado realidade. “É uma sensação fantástica. Estou feliz e orgulhoso. Venho sonhando com isso há muito tempo. Eu era um dos apanha-bolas nas partidas do AIK quando tinha 13, 14 anos, então estou muito feliz”, acrescentou, então, em 2018. Natural de Estocolmo, foi no Bromstens IK que começou a dar os primeiros toques na bola, mudando-se para o AIK em 2014 ainda com 13 anos de idade. Tinha 18 anos quando se estreou pelo clube frente ao IK Sirius e desde então leva praticamente cinquenta jogos ao serviço da equipa principal do AIK.

Allan Hansen disse um dia ser impossível uma equipa ganhar alguma coisa jogando só com miúdos, mas mesmo que o AIK não vença o título em 2021 (não é um dos candidatos óbvios), dificilmente Bilal Hussein não terá uma palavra a dizer no que às figuras da temporada diz respeito. Regressando ao miolo do terreno onde realmente faz a diferença, Bilal Hussein tem tudo para ter a sua temporada de explosão nos próximos meses e mais uma vez mostrar que apesar da Suécia ter falhado o acesso à fase de grupos do Europeu Sub-21 deste ano a geração que aí vem no país nórdico deixa pouco a desejar a qualquer outra.

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