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DEZ DESAFIOS A NORTE

out. 25, 2019 0 comments

A nova edição do popular jogo de gestão futebolística Football Manager está aí à porta e para os mais impacientes a versão Beta do jogo está já disponível. Como tal, é hora de olhar a alguns dos desafios mais interessantes do jogo e como não podia deixar de ser, o MÅL! destaca dez (na verdade são onze) desafios para começares uma nova carreira.Não te surpreendas ao ver de fora nomes óbvios como o FC Nordsjaelland, o FC Kobenhavn, o Brondby IF, o Rosenborg BK, o Malmö FF, o Molde BK, o FK Bodo/Glimt ou o Valerenga, já que apesar de serem desafios interessantes, há outros menos imediatos que te darão ainda mais trabalho ou se afiguram ainda mais reconfortantes. No final, fica ainda a dica para um desafio que te irá obrigar a muitas horas de jogo até o levares a bom porto. Que os deuses nórdicos te protejam.

HAMMARBY IF

Para um clube formado há mais de cem anos, apenas um título no palmarés parece um currículo modesto principalmente se tivermos em conta que falamos de um dos clubes mais populares do futebol sueco. Sê-lo-ia em qualquer outra circunstância, não estivessemos a falar do Hammarby. Para o Bajen, mais do que os títulos, importa jogar bem. Que o digam os vários antigos treinadores que acabaram despedidos não necessariamente por perderem muitos jogos, mas porque nem sempre o futebol jogado era visto como estando à altura da identidade do clube. O Hammarby é por isso um clube especial. Os títulos não importam tanto quanto o futebol apresentado dentro de campo. Os seus adeptos são dos mais vocais em toda a Europa e os seus grupos organizados são considerados pioneiros da cultura Ultra, de influência inglesa, na Suécia. Foram os adeptos do Bajen que levaram a Fan Culture para a Suécia e apesar do clube ter apenas um título conquistado (2001), o Hammarby tem recorrentemente a melhor média de assistência dos clubes nórdicos. A única coisa que falta ao Bajen são mesmo os títulos e com uma academia de formação de excelência, não falta matéria-prima para o conseguir, além de um plantel claramente capaz de criar uma hegemonia interna imediata. Esse é, portanto, o desafio.

IF BROMMAPOJKARNA

O que têm em comum nomes como Anders Limpar, Dejan Kulusevski, Carl Starfelt, Ludwig Augustinsson, Albin e Hjalmar Ekdal, Joel Asoro ou John Guidetti? Todos foram formados no IF Brommapojkarna (BP). Apesar de estar enterrado na terceira divisão do país (vai jogar a segunda em 2022), o BP é uma das melhores academias de formação da Europa e do futebol nórdico em particular. Grande parte da atual geração e gerações futuras nas seleções suecas passaram pelos escalões de formação do BP, ainda que o clube raramente consiga deixar a sua marca entre a elite do futebol do seu país. As passagens pela Allsvenskan têm sido pontuais e raramente duram mais do que um par de temporadas. Recentemente, o BP passou pela Allsvenskan em 2018 mas sofreu despromoções consecutivas até se reerguer esta temporada na terceira divisão do país alavancado por um jovem de 19 anos, Omar Faraj. É lá que desponta, também, Jardell Kanga que aos 15 anos é já internacional Sub-17 pela Suécia numa clara demonstração do poder formativo da equipa sueca situada nos arredores de Estocolmo. A importância e dimensão da academia de formação do BP é tal que recentemente um estudo confirmou que o clube tem mesmo o maior número de jogadores e equipas inscritas em competições em todo o Mundo pelo que o desafio passa por cimentar o estatuto do BP enquanto grande clube sueco, além de uma das suas academias de formação de excelência. A base está lá.

BREIDABLIK

Formado em 1950, mas campeão apenas em uma ocasião (vice em quatro outras), o Breidablik está longe de ser um clube bem sucedido, mas o trabalho que tem efetuado nos escalões de formação ao longo dos últimos anos foi fundamental para a explosão da Islândia como fenómeno futebolístico, culminando com a prestação do pequeno país insular em grandes competições de seleções. Vice campeões islandeses em 2015, 2018 e 2021, o Breidablik tem ficando perto do título islandês nos últimos anos faltando apenas um pequeno passo para virar de vez o futebol daquele país de cabeça para baixo interrompendo a hegemonia dos clubes da capital. Foi no clube de Kópavogur que nomes como Johann Berg Gudmundsson, Gilfy Sigurdsson, Alfred Finnbogason, Sverrir Ingason ou mais recentemente Alfons Sampsted, Willium Willumsson, Kolbein Thordarsson ou Andri Baldursson foram formados, tendo sido o Breidablik fundamental para a revolução islandesa ocorrida recentemente. Com um estilo de jogo apaixonante na vida real, o desafio é estendê-lo à realidade virtual e levar por fim o Breidablik ao título e, quem sabe, sustentado pela melhor academia de formação da Islândia, às competições europeias cimentando o emblema verde e branco, ainda mais, como o mais importante do país na última década.

IFK MARIEHÄMN

Formado há 102 anos, mas com uma equipa de futebol “apenas” desde os anos 30 do século XX, só em 2005 o IFK Mariemämn chegou à primeira divisão do futebol finlandês. Desde então não mais o clube deixou de competir na Veikkausliiga tornando-se profissional somente em 2009. A ascensão dos Saarelaiset foi impressionante nos últimos anos e se em 2015 venceu a Taça da Finlândia, em 2016 sagrou-se mesmo campeão do país. Pela primeira vez um clube de Åland sagrou-se campeão finlandês e tendo em conta toda a história geo-política do arquipélago autónomo é fácil de perceber a importância do mesmo enquanto história desportiva. Ainda hoje, a esmagadora maioria da população (mais de 90%) é mais sueca do que finlandesa e até a energia elétrica chega maioritariamente do país vizinho do que daquele ao qual pertence. Transformar o Grönvitt na maior potência futebolística finlandesa é por isso um desafio particularmente interessante, tendo para isso de quebrar por completo todo o status quo no futebol daquele país.

IFK GÖTEBORG

Campeão sueco em dezoito ocasiões, vencedor da Taça daquele país em sete e ainda orgulhoso detentor de duas Taça UEFA, o IFK Göteborg é um dos maiores e mais bem sucedidos clubes da história do futebol sueco. Desde 1996, porém, o emblema da segunda maior cidade sueca apenas venceu a Liga em 2007 e vão já, por isso, a caminho de duas décadas de seca algo impensável para um clube com o estatuto e dimensão dos Blåvitt. O insucesso do clube de Gotemburgo não surpreende quem os segue de perto e resulta de uma péssima política desportiva que nele se instalou ao longo dos últimos anos. Vende com demasiada facilidade os seus jogadores mais promissores e a aposta tem sido em veteranos bem longe do seu ideal desportivo. Não uma visão de futuro para o IFK Göteborg e sem surpresa o clube tem vivido no limbo nos últimos anos e ameaçado mesmo descer de divisão como vai sucedendo em 2021. Reerguer o gigante de Gotemburgo e devolvê-lo aos grandes palcos europeus é, por isso, um desafio que tem tanto de aliciante como de complicado.

FC MIDTJYLLAND

Fundado há 22 anos, o FC Midtjylland é um dos clubes mais jovens entre os que competem na Superliga dinamarquesa mas a sua ascensão rumo ao topo do futebol do país, fruto de uma gestão desportiva praticamente perfeita, foi meteórica, principalmente desde que Matthew Benham assumiu a propriedade do mesmo em 2014. Desde então o clube venceu três títulos e chegou pela primeira vez à fase de grupos da Liga dos Campeões em 2020/21. Os Lobos foram rápidos a capitalizar esse sucesso e 2021/22 foi temporada de revolução em Herning depois da saída de praticamente toda a espinha dorsal que levou a equipa ao sucesso em anos anteriores (Hansen, Scholz, Onyeka, Dreyer, Kaba, Mikael Anderson deixaram o clube) e nem Brian Priske se manteve no clube ao rumar a Antuérpia. Apesar da revolução, e fruto da tal gestão desportiva de excelência, o Midtjylland vai passeando na Liga Dinamarquesa mesmo depois de um início de temporada tremido. O que vai ser o futuro do clube só o tempo dirá, mas esta é a altura certa para seres tu a defini-lo. Continuas a transformar o Midtjylland numa espécie de Shakhtar dinamarquês com uma clara aposta em jogadores brasileiros, ou fazes dotar a tua equipa dos inúmeros jovens de grande qualidade que a tua academia de formação todos os anos promove? As hipóteses são várias e o Midtjylland encerra um dos desafios mais interessantes do jogo.

SKEID FOTBALL

Campeões em 1966 e vencedores da Taça da Noruega em nove ocasiões, quase todas entre os anos 40 e 50, o Skeid viveu há muito o seu tempo de maior glória e desde 1999 que não disputa a primeira divisão do futebol norueguês. A importância do clube no futebol do seu país, porém, reflete-se na sua consistência em formação de jogadores para a elite tendo mesmo uma das melhores redes de recrutamento do futebol norueguês apesar da forte concorrência dos restantes emblemas de Oslo. Atualmente na terceira divisão norueguesa, o caminho rumo ao topo é longo mas com uma das melhores academias de formação do país, as bases para o sucesso existem, exista também paciência para as trabalhar. Para os fãs de projetos a longo prazo, sustentados com uma aposta clara na formação, o Skeid é uma das melhores opções possíveis entre os clubes do norte da Europa.

STABAEK

Um dos grandes rivais do Skeid no que à captação de talento diz respeito é o Stabaek (o outro é o Valerenga). O clube azul e preto também não tem um palmarés que imponha respeito, mas é uma das melhores academias de formação do jogo entre os clubes do Norte da Europa. Só nos últimos anos, o Stabaek produziu nomes como Morten Thorsby, Andreas Hanche-Olsen, Mats Möller Daehli, Emil Bohinen, Kristoffer Askildsen, Anders Trondsen ou Mix Diskerud, enquanto Hugo Vetlesen, Ola Brynhildsen, Tobias Börkeeiet ou Antonio Nusa se preparam para dar o salto para grandes equipas num futuro próximo. O sucesso recente da academia do Stabaek impressiona, mas nem por isso o clube tem conseguido transportar isso para o futebol profissional. Esta temporada corre o sério risco de descer de divisão, mesmo que no plantel tenha alguns dos jovens mais talentosos a atuar na Noruega: Oliver Valaker Edvardsen, Kaloyan Kostadinov, Herman Geelmuyden, Nicolas Jenssen, Sturla Ottesen, Kornelius Hansen ou Markus Solbakken. Há por isso uma base de enorme talento na equipa dos arredores de Oslo e o desafio é conseguir o que nenhum treinador do Stabaek nos últimos meses parece ter conseguido: retirar o melhor de um grupo de jogadores altamente promissor.

IFK NORRKÖPING

Treze vezes campeão sueco e seis vezes vencedor da taça da Suécia, o IFK Norrköping é um dos clubes mais bem sucedidos da história do futebol sueco. O Peking, porém, há muito que viu a sua história gloriosa perder brilho já que a esmagadora maioria desses títulos tiveram lugar entre os anos 40 e 60 do século XX, tendo vencido apenas um título no novo milénio (2015). Em 2020 o clube pareceu embalado para regressar aos triunfos, mas conflitos internos (que levaram mesmo à debanda geral durante o verão de 2021) impossiblitaram que uma equipa com nomes como Eric Smith, Isak Petterson, Pontus Almqvist, Rasmus Lauritsen, Filip Dagerstal, Simon Thern, Lars Gerson ou principalmente Sead Haksabanovic e Isak Bergmann Jóhannesson se sagrasse campeã. A tarefa não é tão fácil como há uns meses seria, mas o desafio passa naturalmente por reerguer este gigante adormecido do futebol sueco. Este que foi o clube de Tomas Brolin, Ove Kindvall, Niels Liedholm ou Gunnar Nordhal. É preciso dizer mais?

AB

Com um dos emblemas mais bonitos do futebol dinamarquês e um passado glorioso para recuperar, o AB é também um gigante adormecido do futebol escandinavo. Fundado há 132 anos, o AB é um dos mais antigos do futebol mundial e um dos fundadores do próprio futebol dinamarquês, tendo sido fundamental no estabelecimento da DBU em 1889 e sendo por isso um dos avós ou pais, como se queira, do futebol dinamarquês. Com uma das academias de formação mais importantes do futebol dinamarquês (Martin Albrechtesen, Rene Henriksen, Peter Lovenkrands, Jan Michaelsen, Lukas Lerager ou Nicolai Jorgensen foram ali formados), o AB é uma pedra basilar do futebol do seu país, mas há muito que atravessa grandes dificuldades desportivas e financeiras estando neste momento enterrado na terceira divisão dinamarquesa. Devolver a glória passada ao AB é um dos desafios mais complicados de toda a lista, mas os Akademikerne merecem que se tente, pelo menos.


KING IN THE NORTH

Por fim, um clássico. Como não podia deixar de ser, o maior desafio do jogo no Norte da Europa passa precisamente por te sagrares “Rei do Norte” levando pelo menos um clube de cada país jogável à glória. Para os mais corajosos, não demorará a surgir alguns add-ons que possibilitarão também jogar a liga das Ilhas Faroé, o que te permitirá cimentar ainda mais o teu estatuto de Rei do Norte e nem John Snow to poderá roubar. A ideia é simples, mas complexa: para seres o Rei do Norte tens de vencer a liga dinamarquesa, a liga sueca, a liga norueguesa, a liga finlandesa e ainda a liga islandesa.

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