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CARLO HOLSE

dez. 17, 2021 0 comments

A carreira de Carlo Holse, e seu trajeto, são no mínimo peculiares. Aos 22 anos, o extremo dinamarquês leva duas temporadas de alto nível no Rosenborg, mas foi a sua chegada ao gigante clube norueguês que desafiou toda a lógica. Internacional jovem por todas as seleções dinamarquesas e produto da formação do maior clube do seu país natal, o FC København, Holse era já um titular habitual no clube da capital dinamarquesa quando rumou à Noruega. Para muitos, quase todos, na realidade, Holse estava a dar um passo atrás, mas o jovem pouco se importou e ao longo dos últimos meses estabeleceu-se como um dos melhores jogadores a atuar na Noruega. “Estou muito feliz por ter assinado pelo Rosenborg. Eu vou de um grande clube escandinavo para outro”, afirmou à chegada.

A Holse certamente terá interessado o menor nível global da Eliteserien e o crescimento/evolução mais tranquilo que a primeira divisão norueguesa oferece face à pressão esmagadora da Superliga. Em Trondheim, o jovem extremo de 22 anos tinha a quase certeza de utilização e, pelo menos nisso, a aposta justificou-se. Nas últimas duas temporadas, Holse não fez menos de 34 jogos pelo Rosenborg tendo estado em praticamente todos os minutos de todos os jogos disputados pelo conjunto preto e branco ao longo das duas últimas temporadas. Se em 2020 Carlo Holse não falhou qualquer jogo, em 2021, apenas falhou um, o que é exemplificativo da sua condição física natural.

Holse desafiou a lógica ao trocar uma competição maior por outra de nível mais baixo, mas nem por isso terá perdido cotação. Bem pelo contrário. Mesmo num par de temporadas em que o Rosenborg deixou muito a desejar, Holse foi uma das figuras da competição. Se em 2020 esteve em seis golos e quatro assistências, em 2021, subiu o nível e participou diretamente em quinze golos apontados pela sua equipa: nove marcou-os ele, seis, tiveram a sua assistência. Canhoto, como extremo direito ou médio interior, Carlo Holse continua a ser um dos jogadores dinamarqueses de maior futuro. Na frente, assume-se como um clone de Anders Dreyer e até a sua passagem por Esbjerg torna o enredo mais complexo.

As boas exibições de Carlo Holse na Noruega não passaram despercebidas a alguns dos principais clubes da segunda linha do futebol europeu e já em agosto de falou da possível ida do jovem para a Bélgica, Holanda, Itália e, até, de um regresso a casa pela mão de “dois clubes de topo da Dinamarca”. Depois de mais uma grande temporada, é difícil imaginar um regresso a casa para Carlo Holse e não uma clara subida de patamar rumo a competições de outra dimensão, mas, como já vimos, tal como o faz dentro de campo, também fora dele, Holse gosta de surpreender.

Mais do que um extremo à antiga, Carlo Holse é um avançado interior; um extremo que procura sair da linha para o centro e explorar o seu bom remate. Versátil, Holse não é estranho a posições mais centrais e também como médio de ligação (vulgo #8) impacta no jogo. Afinal, a condução de bola, agilidade, capacidade para resistir à pressão fruto da própria fisionomia, qualidade no drible, verticalidade, velocidade, capacidade técnica, controlo de bola, permitem-lhe fazer a diferença em qualquer um dos corredores do ataque da sua equipa, mesmo que seja como extremo direito onde a maioria das suas principais características saiam mais favorecidas.

HOLSE DESAFIOU A LÓGICA AO TROCAR UMA COMPETIÇÃO MAIOR POR OUTRA DE NÍVEL MAIS BAIXO, MAS NEM POR ISSO TERÁ PERDIDO COTAÇÃO. BEM PELO CONTRÁRIO. MESMO NUM PAR DE TEMPORADAS EM QUE O ROSENBORG DEIXOU MUITO A DESEJAR, HOLSE FOI UMA DAS FIGURAS DA COMPETIÇÃO

Altamente técnico e extremamente imprevisível, Holse é dotado de diversos recursos que lhe permitem ser um elemento desequilibrador. É forte no drible, é forte na criação de oportunidades de golo e é ainda mais forte na definição, sendo dotado de um remate de média e longa distância que parece em vias de extinção. Holse terminou mesmo a temporada entre os jogadores com mais dribles concretizados e maior eficácia nesse aspeto, e poucos foram os que terminaram a Eltieserien 2021 com mais passes para finalização efetuados.

Com um pé esquerdo que coloca a bola onde quer, Carlo Holse foi também um dos jogadores da Eliteserien com melhor taxa de eficácia no cruzamento tendo terminado, ainda, a temporada, com valores acima da média em matéria de passes efetuados dentro do último terço ofensivo. Em 2021, Carlo Holse foi uma máquina de criação de oportunidades de golo e os sete golos e sete assistências registados pelo extremo dinamarquês são elucidativos da sua imprevisibilidade. Sete golos marcados em 4.6 xG que ilustram o grande finalizador que é, e a sua capacidade para marcar golos espetaculares em autênticos coelhos tirados da cartola de mágico com que sempre entra em campo.

Carlo Holse surpreendeu ao trocar Copenhaga por Trondheim em 2020, mas a aposta correu bem ao jovem extremo dinamarquês. Ao longo das duas últimas temporadas assumiu-se como uma das grandes figuras do Rosenborg numa liga que é por esta altura uma das mais observadas a nível internacional. Se para muitos Carlo Holse deu um passo atrás quando trocou o FC København pelo Rosenborg, talvez o jovem extremo de 22 anos tenha uma palavra a dizer quanto ao facto de, na verdade, ter dado dois à frente. Teve espaço para brilhar e o seu próximo salto tem tudo para ser rumo a uma equipa de competições europeias.

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