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OLA SOLBAKKEN

dez. 20, 2021 0 comments

A tarefa de Ola Solbakken em 2021 era das mais complicadas em todo o futebol europeu. Não consta que alguma vez venha a suceder, mas se um dia a série Missão Impossível quiser enveredar por terrenos futebolísticos, Tom Cruise tem já quem representar. A Ola Solbakken foi pedido que fizesse esquecer um de Kasper Junker, Philip Zinckernagel ou Jens-Petter Hauge, os três mosqueteiros que levaram o FK Bodø/Glimt ao título norueguês arrasando toda a restante concorrência, e a verdade é que o jovem extremo não quebrou debaixo da pressão que se abateu sobre os ombros. Com seis golos e quatro assistências na Eliteserien terminou a época entre os maiores desequilibradores da competição, mas foi a prestação europeia do Glimt, e de Solbakken, que ajudou a catapultar o extremo de 23 anos para outro patamar.

Com onze golos e cinco assistência rubricadas em toda a temporada 2021, Ola Solbakken foi uma das grandes figuras de mais uma temporada histórica para o emblema situado no Círculo Polar Ártico. O jovem extremo de 23 anos não tinha tarefa fácil, mas esteve seguramente à altura da ocasião tendo mesmo chegado à principal seleção da Noruega em duas ocasiões. Até então, Solbakken tinha apenas três internacionalizações U17 pelo seu país e a sua afirmação ao mais alto nível faz suspirar de alívio todos os que ansiavam pelo surgimento de um extremo direito que dotasse a equipa de Ståle Solbakken de uma opção efetiva naquela posição – Aron Donnum é outro dos candidatos.

Ola Solbakken não é o extremo mais versátil do Mundo, mas naquilo em que é forte, poucos o acompanham. Com um perfil mais clássico de extremo, Solbakken é um jogador vertical que apesar de não ter como mais-valia a contemporização, é letal em transição, a explorar a profundidade ofensiva e a surgir em zonas de finalização. O jovem de 22 anos, porém, não é limitado e oferece suficiente variabilidade para que possa ser utilizado com igual impacto em ambos os corredores laterais do ataque. Se sobre a esquerda se mostra particularmente incisivo, sobre a direita, afirma-se letal na forma como eficazmente utiliza do drible para bater o opositor direto, sai da faixa para o corredor central e explora o seu forte pé esquerdo.

ALTO, RÁPIDO E PODEROSO, SOLBAKKEN FOI UMA DAS FIGURAS DA TEMPORADA NO FUTEBOL NORUEGUÊS E UMA DAS RAZÕES DO BICAMPEONATO HISTÓRICO CONSEGUIDO PELO GLIMT. IMPLACÁVEL COM ESPAÇO PARA EXPLORAR, É FORTÍSSIMO A CONDUZIR A BOLA EM TRANSIÇÕES RÁPIDAS E UM FINALIZADOR COM TENDÊNCIA PARA O ESPETACULAR

Determinante para o jogo de transições e pressão da equipa norueguesa, Solbakken afirmou-se como um dos desequilibradores principais da liga norueguesa. O extremo do Glimt terminou a época entre os jogadores com mais cruzamentos e passes para finalização efetuados, maior taxa de eficácia no drible e com mais toques na bola dados dentro da área adversária e ações concretizadas no último terço, sintomático da facilidade com que surge em posições de finalização. Apesar da sua posição de extremo, Solbakken tem uma grande relação com o golo e os registos relativos aos tentos reais face ao esperado são demonstrativos da capacidade de finalização do homem formado no Rosenborg: onze golos marcados em pouco mais de 8 xG.

Se sobre a esquerda Ola Solbakken é um extremo mais vertical com capacidade para penetrar na área ou ir à linha cruzar, é sobre a direita que o jovem de 23 anos, ex Ranheim, se mostra mais dinâmico, ainda que a tendência seja quase sempre atacar a baliza adversária o mais rapidamente possível. É com espaço, em transição e a aproveitar a profundidade que Solbakken se mostra mais perigoso, contudo. O jovem do Glimt é altamente incisivo e o seu jogo em rotação máxima deixa-o sempre ligado à corrente. Algo determinante também para um jogo de pressão alta e intensa, tal qual o Glimt gosta de protagonizar.

Em 2021, Ola Solbakken pode até ter ficado aquém dos registos conseguidos por qualquer um dos extremos do Glimt na temporada passada, mas a sua influência no jogo da equipa de Kjetil Knutsen não pode ser ignorada. As boas exibições do extremo, num contexto muito complicado e debaixo de grande pressão, principalmente na Europa onde o Glimt pôde ser mais reativo e se mostrou mais perigoso – sofreu mais na Eliteserien devido aos blocos baixos adversários e ausência de espaço para explorar -, abriram os olhos de muita gente e já se fala de um salto para uma grande liga (Venezia FC) ou para equipas de boa dimensão na segunda linha europeia (Galatasaray e Trabzonspor).

Alto, rápido e poderoso, Solbakken foi uma das figuras da temporada no futebol norueguês e uma das razões para o bicampeonato histórico conseguido pelo Glimt. Implacável com espaço para explorar, é fortíssimo a conduzir a bola em transições rápidas e um finalizador com tendência para o espetacular. Solbakken foi mesmo um dos jogadores mais progressivos da liga em matéria de condução de bola e que, com isso, mais metros fez a equipa avançar no terreno. Poucos foram os que terminaram a Eliteserien com mais corridas progressivas registadas.

Efetivo em ambos os lados do campo, apenas Gjermund Åsen terminou a época local com mais oportunidades de golo criadas. Poucos foram os que o superaram em matéria de eficácia de drible e a sua capacidade para surgir em posições de finalização tornaram-no num dos seis jogadores com mais toques na bola dados dentro da área adversária. Além de tudo isto, apenas quatro jogadores em toda a liga a terminaram com mais dribles concretizados. Ola Solbakken não tem o hype de outros, mas a sua influência no Glimt é inegável. A levar a sua equipa para a frente e a criar oportunidades de golo foi inigualável.

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